Dia Mundial da Árvore, da Floresta e da Poesia

 

   

Hoje, comemora-se o Dia Mundial da Árvore, da Floresta e da Poesia e, neste âmbito, a escola de Rio de Mouro decidiu construir uma árvore a que chamou Árvore da Poesia que simboliza a importância que estes três elementos devem ter numa escola que se quer de Cultura!

Assim todas as turmas participaram, pintando telas que serviram de base para a escrita de poemas, uns criados pelas crianças, outros de poetas consagrados.

No Jardim de Infância optámos por trabalhar com as crianças dois poemas e a sala um escolheu:

 
“Se eu me sentir sono,
E quiser dormir,
Naquele abandono
Que é o não sentir,
 
Quero que aconteça
Quando eu estiver
Pousando a cabeça,
Não num chão qualquer,
 
Mas onde sob ramos
Uma árvore faz
A sombra em que bebamos,
A sombra da paz.”
                           Fernando Pessoa
 
e a sala dois:
 

  
Poema das Árvores, de António Gedeão
 

“As árvores crescem sós. E a sós florescem.
 
Começam por ser nada. Pouco a pouco
se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.
Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,
e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.
 
Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,
e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,
e os frutos dão sementes, e as sementes preparam novas árvores.
 
E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.
Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.
Sós.
De dia e de noite.
Sempre sós.”
 
 
 
 
 
 
 
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