Crónicas dos alunos do 8º1ª

Os alunos do 8º 1ª estudaram a crónica nas aulas de Português e enviaram-nos  textos seus sobre questões muito pretinentes e atuais. Este é o tipo de texto que ajuda a desenvolver a consciência social e o sentido crítico dos alunos.  Estão de parabéns a professora Maria José Carvalho e a turma.

O Amor

Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que eu quero é fazer um elogio ao amor puro porque parece que já ninguém se apaixona de verdade, como os contos de fada. Hoje em dia não há Romeus nem Julietas.

O amor não é previsto e não obedece à razão. Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem; se é bem-educado; se se veste bem, isso só são referências.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira do seu olhar e pela fragilidade que revela quando menos se espera.

No amor não é preciso conhecimento.

Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível.

A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não.

Só um minuto de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.

João Matos, 8º1ª

Melhorar a escola

Estive na escola EB 2,3 Padre Alberto Neto, assisti a algumas aulas e examinei as suas condições. Constatei que a salas de aula estão danificadas e algum material deteriorado, não há estores o que dificulta a visão dos alunos para o quadro quando está sol. Nos contentores, que são inapropriados para a existência de aulas, quando chove a água entra para o seu interior. O pátio é espaçoso, o que permite que se passem bons momentos com os colegas, mas há falta de mais espaços cobertos. Em relação ao ensino, os professores são competentes e estão sempre prontos a ajudar.

No geral, apesar das críticas, a escola é boa e os professores e restantes funcionários fazem de tudo para que o ensino e o conforto dos alunos não seja afetado.

Rita Luzio, 8º1ª

O Desemprego

Onde quer que eu vá, a coisa que eu mais vejo é desemprego. Nos centros de emprego nem dá para entrar, parece um sismo. Ontem fui a um centro de emprego, com centenas de pessoas. Tirei uma senha, calhou-me a 97. Dava para ir almoçar a casa, ver um filme de hora e meia e, mesmo assim, quando cheguei, ainda ia no 84.

O que mais me incomoda é saber que os desempregados estão a aumentar cada vez mais, e isso significa que daqui a 1 ano ou 2, os centros de emprego vão ter de fazer obras para aumentarem.

Concluí que Portugal está num tempo de muita crise, e vamos a ver se tenho sorte a ter emprego!

Tiago Martins, 8º1ª

A mentira. Ainda a mentira. Nova mentira…

Dizer que existem mentiras, já é de certa forma comum, pois há cada pessoa…

Gostava que não existissem mentiras mas depois, pensando no governo, diria exatamente o contrário…

Nos tempos atuais, a mentira tem sido muito utilizada, agora já não se pode confiar, antigamente, sempre nos podíamos fiar. Futuramente, pensando em robôs, tudo será diferente…talvez, pois a mentira tem perna curta.

Ai, ai, mentira esta, mentira aquela, cada um faz o que quer, agora esta é a questão… Será isto uma mentira?!

Será que sim, será que não…

Telma Pessoa, 8º1ª

Uma sociedade em crise

O que significa a crise? O que significa comprar mais? O que sigifica desenvolvimento?

Será que é comprar mais? Será que é ter mais coisas? Só posso dizer uma coisa, a crise está instalada. Porque tenho eu esta visão pessimista? Por observar que em 2 anos os preços dos produtos (quase tudo) subiram 3% e de verificar que não há crescimento económico. De ver que um país que dobrou o número de licenciados não tem emprego e procura a emigração. Um país que diminui o salário dos trabalhadores e assiste passivamente à degradação total e à pobreza que está instalada. Um país que não tem condições para a minha geração, embora se estude, mas não sabemos qual vai ser o nosso futuro. Enfim acho que estamos perante um modelo de país e de sociedade insustentável e insatisfeita.

A única forma que o governo encontra de cortar nas despesas é o despedimento e o corte nos salários. Porém não podemos esperar passivamente que a situação se torne impossível e que o dinheiro mude esta triste situação de grandes diferenças sociais. Só com muito trabalho e mudança de mentalidades é que teremos alguma possibilidade de melhorar.

Ana Rita Ferreira, 8º1ª

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