Uma atividade do subdepartamento de Educação Especial

Ser especial por um momento

O subdepartamento de Educação Especial, no âmbito do seu Plano de Atividades, desenvolveu em colaboração com todas as escolas do Agrupamento algumas atividades alusivas ao Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. Neste sentido foram propostos um concurso de cartazes, um desafio à elaboração de panfletos informativos e uma vivência das limitações relacionadas com as deficiências sensoriais vividas no contexto da expressão dramática. A resposta às duas primeiras atividades foi divulgada através de uma exposição que percorreu todas as escolas do agrupamento.

No âmbito do concurso dos cartazes foram atribuídos dois prémios e uma menção honrosa com o reconhecimento público da entrega de uma lembrança.

.

Para ver os cartazes premiados, é favor clicar aqui.


.-

Relativamente à atividade de role playing, desenvolvida no contexto de Expressão Dramática, surgiram reflexões bastante pertinentes e importantes, que transmitiram as opiniões e as considerações dos alunos, quando deparam com situações de incapacidade. Nesta atividade, foi proposto aos alunos vivenciarem por noventa minutos, as diferentes capacidades das pessoas com deficiência, nomeadamente os cegos e os deficientes motores.

Os alunos revelaram uma grande disponibilidade e interesse na concretização da proposta, exprimindo sensações, impressões e sentimentos. Ficam aqui alguns testemunhos.

.

“Eu senti que não é fácil ser cego.Estar no escuro e não ver nada.

Ser discriminado é mau, mas não ver ainda é pior.Ser cego não é

ser diferente, o problema é ser tratadode modo diferente.”

                                                                        João Roseira 9º2ª

.

“Durante esta experiência de 90 minutos,

senti muitas dificuldades,

apesar de não ter feito nada de mais.

Foi difícil ter de mexer a água que estava na chávena,

mal conseguia pegar na colher.

Senti também comichão e não pude coçar,

nem puxar as calças ou algo do género.

Foi muito difícil, mas vendo bem o que fizemos não é nada,

comparada com o que uma pessoa realmente faz.”

                                                                                                                                                               Margarida Enes 9º2ª

.

”Senti muita dificuldade em fazer coisas do dia-a-dia, como abrir uma garrafa.

Senti muito espírito de entreajuda, alguma nostalgia e tristeza. Fazer isto em

alguns minutos já foi difícil, agora imaginar uma vida inteira, todos os dias é

triste e dá que pensar.”

                                                                                                      Diogo Tomás 9º2ª

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s