Poetas sem idade

Poetas do 7º 1ª

 Tempo

Tem o tempo,
Tanto tempo,
Tempo esse, que
Demora a passar!

Tempo que nos faz
Acreditar, que nos
faz duvidar, e que
Nos deixa a pensar.

Tempo que perdemos,
Que ganhamos,
Tempo que não volta mais!
Tempo que passa
Depressa, e de tão
Depressa, devagar…

Tempo que passa
Tão rápido e que
Teima em não passar…

Mas, passe o tempo
que passar, este nunca
Vai deixar de passar,
Pois tempo que é tempo
Nunca há de acabar!

Madalena Rodrigues, 7º1ª

A Escola

Quando estou na escola
Estou sempre a aprender
Números, letras
Desenhos, cometas!

O lápis e a borracha,
Não me posso esquecer
Se não, não posso escrever!

O intervalo é para brincar,
Correr e pular,
Lanchar, passear e conversar,
Estarmos todos juntos!

No quadro o giz,
O pó branco no ar,
E nós a espirrar …

A professora a explicar,
Para pessoas nos tornar!!

Na ciência as flores,
Em E.V as cores,
Isto é só aprender!

Em História os Romanos
E em Geografia os países,
Isto é uma confusão!!!

Beatriz Reis, 7º1ª

Poemas enviados pela Prof.ª Maria José Carvalho em maio de 2014

~~~«.»~~~~

 

Ecos do Dia Mundial da Poesia

(Alunos do curso EFA)

O Medo

O Medo é negro como a noite,

Faz-me ter um amargo nos lábios,

Cheira a lenha queimada,

Que me torra nos meus calvários.

Ouço o som de passos arrastados,

O seu movimento é mistério,

É leve como um pingo de suor,

Sinto-me sem ar … estou no cimo do prédio!

                               Armindo Gouveia, Curso EFA, Turma B3C, março 2012

 .

 Curiosidade
Tenho vontade de saber e ver coisas novas…
Será curiosidade? Talvez seja isso!
Tenho curiosidade!?
Em saber o que está nas cores do arco-íris,
E encontrar o sabor agridoce do desconhecido!
Sentir o cheiro do campo florido, dá-me o infinito,
Que borbulha ferve no meu interior
De tanta curiosidade!

Quando abro uma janela,
Tenho o som dos sentimentos de uma partitura
Melodiosa e suave de notas soltas,
Que dançam nas ondas duma brisa suave,
Mas às vezes com a ressonância e turbulência
De uma trovoada seca, forte, e pesada!

Mas cuidado com a curiosidade!!!
Ela pode ser gelada, amarga e triste!

Ai a curiosidade!
É natural ter curiosidade,
Pois sinto nela o desejo indiscreto do saber…saber…saber…
E sinto vontade de fazer…fazer…fazer…

                         Sara Teles, Curso EFA, Turma B3C, março 2012

  .

A Liberdade

É branca como as nuvens,

Sabe a algodão doce,

Cheira a ar puro,

A sua temperatura é amena, como a primavera!

Tem o som das andorinhas,

O movimento das ondas,

Faz-me sentir em paz!

                   Beatriz Marques, 7º1ª, março 2012

 .

A Amizade

 É colorida como as flores,

 Sabe a goma,

 Cheira a mel,

 É amena como a Primavera!

 Tem o som do cavalgar,

 O movimento dos pássaros,

 É frágil como o cristal,

 Faz-me sentir noutro planeta!

                     Rafael Caldas, 7º1ª, março 2012

.

O Amor

O amor é como um vulcão que expele do seu interior magma incandescente,

É como o fogo que arde intensamente,

É uma aventura que nos leva às profundezas enigmáticas do oceano,

É vermelho como o salmão,

Sabe a melancia,

Cheira às mais belas rosas e orquídeas,

É escaldante como o deserto do Kalaari!

Tem o som da chuva,

Tem o movimento das mantas,

É leve como a brisa,

E faz-me sentir nas nuvens.

           João Marcelo Lopes Matos, 7º1ª, março 2012


 –

A tristeza…

É cinzenta como as nuvens,

Sabe a queimado,

Não tem cheiro,

É fria como o gelo!

Tem o som de fundo dos violinos,

Tem um movimento tão lento,

É muito pesado no coração,

E faz-me sentir única no Universo.

Triste!

           Sandra Soares, 7º1ª, março 2012

 .

Gulodice 

É colorida como o arco-íris!

Sabe ao melhor gelado de baunilha do mundo,

Cheira a caramelo,

É morna!

 Tem o som da pastilha elástica quando é mascada,

O movimento das ondas,

É frágil como o vidro,

E faz-me sentir na lua!

             Rita Luzio, 7º1ª, março 2012

.

SER POETA É…

Ser poeta é … sonhar como criança,

É falar com o coração,

É escrever com sentimento,

É recitar com emoção!

          Armindo Gouveia, EFA B3C, março 2012

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Ser poeta é … sentir tudo o que nos rodeia de uma forma sobrenatural, diferente!

É não conseguir conter dentro de si o que se sente e vê!

Então, tem de se soltar cá para fora o que se sente de uma forma mágica, com a ajuda de uma varinha a que chamamos caneta!

             Rita Luzio, 7º1ª, março 2012

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 Ser poeta é … falar com alma e coração,

Sonhar como uma criança,

Fechar os olhos e dar asas à imaginação.

             Rafael Caldas, 7º1ª, março 2012

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Ser poeta é … ultrapassar todos os obstáculos sem olhar para trás.
Ser poeta é ser aventureiro por terras imaginárias, onde tudo pode acontecer.

           João Marcelo Lopes Matos, 7º1ª, março 2012

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Ser poeta é … ter paixão pelas letras, como se tem paixão por uma pessoa

É ter pensamentos maravilhosos, como quem pensa em ser feliz!

           Sandra Soares, 7º1ª, março 2012

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Ser poeta é … ser livre, é viver num mundo de fantasia e feitiçaria.
É dançar no meio dos versos e comer sílabas com sabor a tuti fruti!

             Tiago Martins, 7º1ª, março 2012

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A Inspiração da Primavera

(6º ano)

Pássaros coloridos

Canções frescas

´´Piu, piu…piu, piu…“

Árvores verdes, verdíssimas

Bater das folhas caídas no chão

Cheiro a framboesa…

Aconchego de algo forte

Bem forte!

Calilo 6º 5

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Corri nos campos verdes

Luminosos.

Ri

Com os animais.

Descalça

Saltei

Nos campos cobertos de flores.

A natureza é linda!

Gritei:

-Não te vou fazer mal!

És o começo de toda a vida!

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Beatriz 6º5

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Florestas de árvores

Encantadas

Com flores

De todas as cores

E cheiros suaves.

Animais

Grandes e pequenos

Ribeiros a correr

Com peixes

Contentes

A saltar.

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Marta 6º5

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O vento de outono leva as folhas

Das árvores bonitas e esguias.

Os pássaros cantam

E o sol brilha sem parar.

As cores vivas fazem renascer a natureza

Todos os dias.

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 Mónica Ramos 6º5

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No meu pequeno mundo

Onde ninguém pode entrar

Há uma linda floresta.

Oiço o ruído das águas cristalinas

Vejo as folhas a dançar

Falo como os animais

Felizes e tranquilos

Que lá vivem.

É um mundo só meu

Fechado

Puro

Lindo!

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Evelise, 6º5

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Trees are green

The sky is blue

Love is red.

And there are birds everywhere.

Where there are birds

There are good songs…

Because

In nature

Everything is perfect!

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Sara Moutinho, 6º 1

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Os pequenos poetas do 4º B

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A felicidade do nosso sonho

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Com a caneta vermelha risquei:

A guerra, o sofrimento, a maldade, a mentira.

Com uma boa semente semeei:

A felicidade, o amor e a união.

 Com uma caixa fechei:

As mágoas, o ódio, a tristeza.

 Com o sol iluminei:

Os pobres que viviam na escuridão.

 Com a enxada arranquei:

A crise, o crime, as mortes.

 Com o computador espalhei:

A paz, a união, as esperanças.

 Com o dinheiro provoquei:

O azar, a ganância, a desgraça.

 Com notas e moedas comprei:

Roupas, sapatos, remédios, alimentos.

 Com a tesoura cortei:

A ira, a destruição, a inveja.

 Com a caneta verde escrevi:

 As palavras: esperança e glória.

 Com o apagador apaguei.

 O terror, a ignorância, a desilusão.

 Com o aquecedor aqueci:

 Aqueles que tinham frio.

 Com uma faca cortei:

 A droga, o errado, o medo, a arrogância, o pecado, o roubo…

 Com os meios de comunicação ofereci:

 Emprego aos desempregados

 Com um clique apaguei:

 Os jogos de guerra do computador e da P.S.P.

 Com a água matei:

 A sede aos sequiosos.

 Com um afia afiei:

 Os ladrões, os maus, os assassinos.

 Com uma navalha cortei:

 Um pão ao meio para os pobres.

 Com o Pai Natal dos meus sonhos montei:

 A árvore de Natal, o presépio e o Menino Jesus.

 Com o meu pensamento esqueci:

 Todo o mal que existe do mundo.

Com o meu pensamento lembrei:

Todo o bem que existe no mundo.

 Com este Natal fiz:

 Sorrir quem ajudei.

Com a felicidade do meu sonho

Sonhei o desejado

Apaguei o errado

E fiz sorrir…

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    Autores do poema: 4º Ano B e professora Mª Gomes Correia

Escola EB JI Rio de Mouro nº 2

Dezembro de 2011

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Dois poemas de Ângela Amaro

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Emoções

Um malmequer redondinho

Parecido com o sol,

Uma papoila que desperta

Ao pé de um girassol

A borboleta de cores com fantasia

Num canteiro de flores

Transmite alegria

O pássaro cantante

No ninho se empoleira

Seis cabecitas se veem

Mesmo na beira…

Um rio transparente

Feito de espuma de tule,

Está igualzinho ao céu

Todo vestido de azul.

O cheiro a terra desperta

O bater do coração,

O amor está no ar

E também a ilusão.

É assim a primavera

O despertar das emoções,

Desperta a natureza

E também os corações

Vida

Uma gota de orvalho rebola por uma erva bem verde…

No céu, cruzam-se bandos de pássaros, que voltam para o seu ninho do ano anterior

Um campo coberto de neve está salpicado por pontos de várias cores: vermelhos, roxos e amarelos…

Tudo mexe na brisa desta manhã…

O Sol, esse, envergonhado, aparece…

Ao com força suficiente para aquecer os frágeis corpos de um ninho de andorinhas acabadas de nascer.

Ouve-se o silêncio…

O silêncio de um rio que corre, cheio de nova vida… dum cardume que vai pelo rio acima, na esperança de desovar lá mesmo nas rochas…

Rochas outrora cinzentas, baças, que agora teimam em ter cor, estão salpicadas de verdes, de castanhos e têm brilho…

Ouvem-se risos de crianças, além bem perto daquela amendoeira que tem flocos de neve a rebentar dos seus ramos.

Está tudo em harmonia.

Como se a natureza estivesse a dar-nos uma lição:

“Nada se desperdiça, tudo se transforma!”

Aquela gota de orvalho foi neve, os ninhos têm vida.

Aquele campo castanho tem erva, flores árvores.

Aquele rio deserto, os cardumes voltaram a povoá-lo…

Até as rochas estão com algas que lhe dão cor.

Está tudo em transformação.

E eu sentada aqui…

Sou testemunha desta vida que fecha ciclos dentro do meu próprio ciclo.

Estou em paz.

Estou na Primavera.

Ângela Amaro

Assistente Operacional

Da E.B. 2,3 Padre Alberto Neto

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Apresentação no link abaixo:

O QUE SÃO OS POEMAS VISUAIS?

Os poemas visuais vivem de uma estreita conexão entre a palavra e a forma que é dada ao texto. Podemos representar uma ideia através de palavras ou de imagens.  No caso do poema visual a ideia é representada em ambos,  formando um todo harmonioso que constitui a essência do poema.  A forma é simples e facilmente identificável com símbolos ou representações que conhecemos. O texto é necessariamente curto e evocativo da dimensão poética que rasa a superfície das coisas que observamos, com o nosso olhar interior.

Ficam aqui alguns exemplos de poemas visuais. Poderão servir de inspiração aos poetas sem idade. Deixamos aqui o desafio a todos: enviem-nos os vossos poemas visuais!

Nota: com este programa, podemos dar ao poema a forma que quisermos.

Texto: o coração inclina-se para o amor.

Texto: a maçã morde o olhar.

Texto: poemas visuais.

Texto: o vento leva a nuvem que nos leva.

POEMAS VISUAIS REALIZADOS PELOS ALUNOS NAS COMEMORAÇÕES DO DIA DA POESIA 2012

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2 responses to “Poetas sem idade

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