Madre Teresa de Calcutá

Respondeu a um chamamento divino e marcou o coração dos homens com uma inigualável mensagem de amor.

Aos 18 anos, Agnes Gonxha Bojaxhiu, nascida na conturbada Macedónia, filha de pais albaneses, entrou como noviça para o Convento das Irmãs do Loreto, na Irlanda. A ordem enviou-a para Bengala, em 1929. Aí se dedicou a ensinar, até que, aos 36 anos, um chamamento divino a levou a “seguir Cristo nos bairros de lata” e a começar a dedicar especial atenção aos pobres, doentes terminais, que acorriam ao templo Kalighat para morrerem perto de um lugar sagrado. Agnes, que tomou o nome de Teresa, vê o seu trabalho começar a projectar-se internacionalmente quando funda, em Calcutá, uma leprosaria e faz com que os que a olhavam como uma extravagante comecem a seguir-lhe o exemplo. Prémio Nobel da Paz em 1979, o anjo de Calcutá, que afirmava ser a oração o seu alimento, deixou-nos, serenamente, aos 87 anos, mas a sua obra vai perdurar nos corações que, com a tenacidade dos predestinados, soube tocar e transformar como ninguém.

Célia Lopes e Joseline Vaz – 6.º 2

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Marilyn Monroe

Cantou os mais famosos “Parabéns” de que há memória e foi uma das mulheres mais desejadas de todos os tempos.

 Norma Jean Baker, teve uma infância e uma adolescência obscuras. Nasceu em Los Angeles, em 1927, e tornou-se a Cinderela dos anos 50, sempre com o pecado a morar ao lado do estilo de inocência platinada, provocantemente ingénua, que cultivou. Já era Marilyn Monroe em “Os Homens Preferem as Loiras” (1953), onde conjuga com perfeição a ficção e a realidade ao interpretar a loura fascinante e destemida, sexy e atrevida. O conto de fadas durou até a sua protagonista cumprir 36 anos de vida. Numa madrugada triste, Marilyn pôs fim aos seus medos e inseguranças que a fama não deixava revelar.

Imortalizada tanto pelos filmes como por uma vida recheada de uma mistura de especulações e desamores com paixão e desejo, é o ícone do cinema americano e o maior símbolo sexual do século XX.

Ana Alves e Raquel Cláudio – 6.º 2

Virginia Woolf

Escritora de múltiplos talentos, deixou uma vasta e inovadora obra literária.

 

Nasceu em Londres, em 1882, e cedo começou uma carreira como crítica literária, mas foi como ensaísta e novelista que se distinguiu. Virginia Woolf escreveu algumas das mais inovadoras novelas da literatura moderna. Socialista, pacifista e feminista, recriou com eficácia a linguagem do pensamento, principalmente o das mulheres. Mostrou-nos a fragilidade das relações humanas e o colapso dos valores sociais. Apesar do fantástico reconhecimento internacional e de um casamento bem sucedido, em 1941 suicidou-se afogando-se num rio. Tinha 59 anos. Virginia Woolf ocupa hoje um lugar único, ainda que controverso na literatura do século XX.

Alexandre França e Igor Pereira – 6.º 2

 

Edith Piaff

Foi a grande senhora da canção francesa deste século. Das ruas, onde foi descoberta a cantar, saltou para o palco do mundo.

Com uma infância difícil e instável, Edith Piaff (1915-1963) viu-se bafejada pela sorte ao ser descoberta a cantar na rua.

Os contratos e gravações sucedem-se e, em 1948, escreve e canta “La Vie en Rose”, o seu maior êxito mundial. Transformou-se numa figura amada e respeitada.

Com a segunda Guerra Mundial envolve-se politicamente e apoia a Resistência. Mas a nível familiar os desgostos e acidentes sucedem-se. E, apesar de a sua saúde estar cada vez mais débil, não desiste de cantar. “Se não cantar, morro”, afirmou.

Três anos depois de oferecer ao mundo “Non, Je Ne Regrette Rien” sucumbe em Paris, tinha 47 anos.

Edith Piaff foi a grande senhora da canção francesa do Século XX, dona de uma voz imortalizada.

Andreia Lopes, João Silva e Sarah Prates – 6.º 2

(Prof.ª Carla Lopes)

Agatha Christie

Objecto de culto pelos apreciadores do género policial, é hoje uma autora universal.

É considerada a rainha das escritoras de novelas de crime, intriga e suspense. Enriquecendo as suas histórias com agudas observações de costumes, Agatha Miller Christie (1890-1976) tornou-se uma escritora de referência. Criou um imaginário povoado de personagens bem caracterizadas, como o detective amador belga Hércules Poirot (1920) e a sagaz investigadora Miss Marple (1930). Rapidamente se tornou objecto de culto pelos apreciadores do género policial, tendo as suas obras ultrapassado barreiras geracionais de fiéis e atentos leitores.

Senhora de uma extensa obra, viu-a ser adaptada no cinema, no teatro e na televisão.

Tendo-nos deixado com 84 anos de idade, as suas histórias imortalizadas tornaram-se clássicos imprescindíveis.

Cibel Victoriano e Vilma Vanakanya – 6.º 2

(Prof.ª Carla Lopes)

 

Indira Gandhi

Amada pelo seu povo, que a recorda como uma mãe, provou que mercecia governar por mérito e não por herança.

Quando a Índia sai do domínio britânico em 1947, o seu pai torna-se Primeiro Ministro. Indira Gandhi (1917-1984) sucede-lhe em 1966. Lutou para mostrar ser mais do que a  herdeira de um cargo. Governou a democracia mais populosa do mundo, com mais de 500 milhões de pessoas a viver na pobreza. Foi acusada de manipulação e corrupção, vendo-se envolvida numa batalha judicial, que ainda lhe trouxe mais reconhecimento. O povo adorava-a, tinha-a como uma luz de esperança. Trouxe a independência e lutou por um país desamparado.  Em 1984, é assassinada, aos 66 anos, pelos seus guarda-costas. Indira foi a Mãe de uma nação que ainda hoje a lembra com admiração na busca da estabilidade.

João Paulo Silva, João Pedro Fonseca e Matheus Prates – 6.º 2

(Prof.ª Carla Lopes)

 

 

Hellen Keller

Enfrentou e venceu a adversidade com rara coragem e empenho.

Uma doença nunca identificada, aos dois anos de idade, deixou-a cega e surda, mas Hellen Keller libertou-se dos limites restritivos em que vivia e empreendeu um percurso que a tornou uma mulher notável. Dedicou-se ao serviço da Humanidade lutando pelos direitos das mulheres, pela igualdade das minorias, pela qualidade de vida dos incapacitados. Escreveu treze livros e realizou conferências em dezenas de países. O seu maior orgulho era o trabalho com as crianças da Fundação Americana para os Cegos. Trouxe esperança e alento a milhões de invisuais pelo mundo fora. Morreu aos 87 anos e será para sempre recordada pela coragem e pela redefinição das fronteiras da linguagem.

 Luana Zambujeiro e Sarah Prates – 6.º 2

(Prof.ª Carla Lopes)