O Dia do Patrono

No dia 11 de Fevereiro, em homenagem a Padre Alberto Neto, o nosso Agrupamento comemorou o Dia do Patrono, tendo participado em actividades diversas dedicadas ao nosso Patrono.

Os alunos do Clube do Jornal montaram uma banca e conseguiram vender alguns jornais aos alunos, professores e funcionários que ainda não tinham tido oportunidade de comprar a edição anterior.

No palco da escola assistimos a actuações do Clube Músicas do Mundo, do Clube de Guitarras, da turma do 6.º 6.ª e ainda assisimos à leitura encenada de textos do Padre Alberto Neto, pela turma 9.º 3.ª.

Na biblioteca da escola pudemos assistir à actuação das canções “Hino da Esperança” e “Hino da Alegria”, à palestra da sobrinha do nosso patrono, Filomena Oliveira, do Director do Jornal do Fundão, Pauloro, e de uma antiga professora da nossa escola, Leonor Amaral, e ainda a uma leitura de poemas alusivos aos valores defendidos por Padre Alberto Neto.

Aqui vão alguns momentos deste dia.

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O Patrono: Padre Alberto Neto Simões Dias

Alberto Neto Simões Dias (Souto da Casa) foi um sacerdote católico português que se destacou como educador, e pelo seu papel no movimento católico progressista contra a Guerra Colonial e a ditadura fascista (Estado Novo) de António de Oliveira Salazar e Marcelo Caetano.  

Alberto Neto nasceu em 1931, sendo filho de Eurico Simões Dias e Genoveva Neto, ambos professores primários na aldeia do Souto da Casa, concelho do Fundão, Beira Interior. Frequentou o Seminário do Patriarcado de Lisboa em Santarém, Almada e Olivais. Foi ordenado sacerdote católico a 15 de Agosto de 1957, no cargo de coadjutor da paróquia de Santa Maria de Belém.

Foi professor em vários liceus, nomeadamente no Liceu D. João de Castro (1962-66?), Liceu Pedro Nunes e Liceu Padre António Vieira, em Lisboa e na Escola Secundária de Queluz, que, posteriormente, em sua homenagem, viria a ser designada por Escola Secundária de Padre Alberto Neto.

Entre 1965 e 1972 foi assistente diocesano da Juventude Escolar Católica (JEC) (masculina) e da Juventude Escola Católica Feminina (JECF), organizações juvenis da Acção Católica Portuguesa de estudantes do ensino secundário.

De 1978 a 1981 foi membro do Conselho Presbiterial do Patriarcado de Lisboa. De 1979 a 1982 foi padre da paróquia de Belas e depois de Rio de Mouro.

Alberto Neto participou desde 1969 em reuniões secretas anti-regime e anti-guerra colonial.

Distinguiu-se, principalmente, enquanto pároco da capela do Rato, em Lisboa. Colaborou activamente na iniciativa de um grupo de católicos, em 1973, de realização de uma vigília de reflexão sobre a guerra colonial contra a autodeterminação das, então, colónias portuguesas em África.

No segundo dia da vigília, um grupo de polícia de choque da PIDE-DGA entra à força na capela e prende 91 pessoas aí encontradas, incluindo líderes da oposição ilegalizada e funcionários públicos que foram exonerados. Entre eles, encontrava-se Luís Moita, Nuno Teotónio Pereira, Francisco Pereira de Moura, futuro membro de um dos primeiros governos democráticos, Francisco Louçã, actual líder do Bloco de Esquerda, entre outros. Muitos acabaram a cumprir pena na prisão de Caxias, para presos políticos.

Alguns dias mais tarde, o padre Alberto Neto é demitido das suas funções, e a sua vigília condenada pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa.  Em 1987, foi assassinado por um tiro de pistola, em Setúbal. A investigação criminal foi inconclusiva.

                                                                                                                                                                  Thierry, nº 22 6º 1ª